História da Língua Alemã: O alemão é uma língua de origem indo-européia, tendo se desenvolvido a partir de um ramo específico, paralelo às línguas dos ramos norte-germânico (norueguês, islandês, sueco e dinamarquês) e oeste-germânico (inglês, neerlandês e frísio). Como língua materna, o alemão é falado na Alemanha, Áustria, em algumas regiões da Suíça e em Liechtenstein. No entanto, existem comunidades na Bélgica, Luxemburgo, França, Itália, Dinamarca, e em todo o Leste Europeu que falam alemão como segunda língua. Há comunidades de língua alemã também no Brasil e nos Estados Unidos. Essas comunidades descendem de imigrantes do século XIX e se constituíram em grupos fechados, mas apesar de seu isolamento, atualmente, seus dialetos são muito diferentes do alemão padrão. A relevância cultural da língua alemã traduz-se por uma extensa tradição literária, poética, filosófica e musical, citando-se apenas alguns nomes, como Johann W. von Goethe, Friedrich Schiller, Bertold Brecht, Hermann Hesse e Günter Grass na literatura de língua alemã e compositores como Johann S. Bach, Ludwig van Beethoven, Joseph Haydn, Georg F. Händel e Arnold Schoenberg. A filosofia é marcada por nomes como Immanuel Kant, Georg W. F. Hegel, Arthur Schopenhauer, Karl Marx e Friedrich Nietzsche, os quais expuseram suas teorias em alemão. Historicamente, cabe lembrar que no século XVI, e simultaneamente com a invenção da imprensa mecânica pelo alemão Gutenberg, a primeira tradução da Bíblia por Martim Lutero teve conseqüências históricas importantes contribuindo para a Reforma e a separação da Igreja Cristã. Hoje em dia, o alemão é a língua materna mais falada na União Européia (cerca de 95 milhões de falantes – 120 milhões em todo o mundo), e tem cada vez mais importância como idioma devido ao crescimento da UE para o Leste europeu, onde o alemão é mais utilizado como segunda língua do que o inglês.
|